Este foi um dos temas que estava na minha lista de possíveis temas para a monografia da pós em segurança da informação. Apesar de não ter sido escolhido, devido a falta de documentação, vale a pena um post no blog sobre o futuro da criptografia e de toda a computação. A criptografia clássica, baseada na matemática, utiliza a fatoração de números primos para a construção dos seus problemas. Sabe-se que todo e qualquer problema baseado na criptografia clássica é vulnerável a um tipo de ataque, a força bruta. No entanto, pode acontecer o seguinte: os recursos gastos para a resolução de um problema, podem ser maiores do que a informação ali contida. Isto acontece devido ao poder computacional atual, que não consegue em tempo hábil resolver tais problemas. Com o advento da computação quântica, os sistemas criptográficos baseados na criptografia clássica estão prestes a se tornarem obsoletos. Isto deve-se ao altissímo poder computacional dos computadores quânticos, que conseguirão resolver problemas matemáticos em um intervalo de tempo muito curto. Além disso, uma linha de pesquisa conhecida como criptografia quântica, está sendo considerada como a criptografia inquebrável, até mesmo pelos computadores quânticos. A criptografia quântica, que tem seus princípios básicos na mecânica quântica, é uma linha de estudo que visa aperfeiçoar a criptografia clássica atual, utilizando a natureza quântica dos fótons para a distribuição segura de chaves em um meio inseguro (Internet).
Indiscutivelmente o melhor evento de Software Livre do Brasil. O FISL (Fórum Internacional de Software Livre) esse ano esteve na sua 10º edição, e essa foi minha segunda participação. Pra quem nunca foi, fica o convite para o próximo ano =D
Este post serve para aqueles que estão utilizando o VMWare ESXi, e necessitam que suas máquinas virtuais tenham acesso a storages externos(Sun, HP, FreeNAS,...) e compartilhados. Antes de configurar o acesso é necessário configurar toda a estrutura necessária para que o hipervisor tenha acesso ao storage, como por exemplo: - instalar a interface HBA no Hipervisor - Conectar a Fibra na interface HBA e no Storage - Criar e configurar o acesso dessa HBA as LUNs no storage Feito isso, podemos partir para a configuração nas máquinas virtuais. Depois de quebrar muito a cabeça, pude verificar que o processo é muito simples. Nas configurações da máquina virtual que terá acesso ao storage, você deve adicionar um novo controlador SCSI e marcá-lo como físico, como a imagem abaixo. Feito isso, crie um novo disco, setando a LUN do storage que você deseja, e coloque como controlador SCSI o criado no passo anterior.
Faz um tempo que estou com este post guardado, e agora resolvi colocar aqui pra esclarecer melhor as dúvidas sobre a integração do Samba com o LDAP. Não porque seja difícil e trabalhoso, mas sim por falta de organização da minha parte =D.
Um dos principais problemas que os administradores de rede (Linux) enfretam, é ter que gerenciar todas as informações (login e password) relativas a usuários de uma maneira descentralizada, por exemplo: um novo usuário chega na sua empresa e então começa a peregrinação dos admininstradores, tendo que percorrer todos os serviços(mail, proxy, domínio,...) que serão alocados para este usuário e criar contas separadamente para cada serviço.
Derivando do X.500, o LDAP (Lightweight Directory Access Protocol) surge como uma alternativa para o problema citado no exemplo acima. Existem diversas aplicações para o LDAP, dentre as mais conhecidas estão o OpenLDAP e o Active Directory.
Criei um cenário, que está exemplificado na figura abaixo:
Neste cenário utilizei um servidor Debian lenny, com o OpenLDAP instalado, além do phpLDAPadmin, que é uma interface WEB de gerenciamento para a base LDAP. No lado cliente utilizei um Windows 2000 professional, que irá acessar os compartilhamentos concedidos pelo Samba.
Os pacotes instalados (via apt-get) no servidor foram:
slapd
lpad-util
libdb4.3
libdb4.3-dev
libdb4.3-util
phpldapadmin
samba
smbldap-tools
smbclient
smbfs
Após a instalação, edite o arquivo /etc/ldap/slapd.confda sequinte maneira:
#Arquivos Schema
include /etc/ldap/schema/core.schema
include /etc/ldap/schema/cosine.schema
include /etc/ldap/schema/nis.schema
include /etc/ldap/schema/inetorgperson.schema
include /etc/ldap/schema/samba.schema #obtido junto ao tarball do samba
#Parâmetros de log
loglevel 0
pidfile /var/run/slapd/slapd.pid
argsfile /var/run/slapd/slapd.args
# Where the dynamically loaded modules are stored
modulepath /usr/lib/ldap
moduleload back_bdb
#Parâmetros do Banco de Dados
database bdb
sizelimit 500
tool-threads 1
backend bdb
checkpoint 512 30
#Raiz da Arvore
suffix "dc=empresa,dc=com"
#Administrador do domínio
rootdn "cn=administrador,dc=empresa,dc=com"
rootpw "senha123"
Após a configuração do slapd.conf vamos criar os arquivos ldifs, que é um modelo de arquivo para a inserção de dados na árvore de diretório. Neste exemplo iremos criar 3 arquivos:
Domínio
Equipes
Usuários
- dominio.ldif:
dn: dc=empresa,dc=com
objectClass: top
objectClass: dcObject
objectClass: organization
dc: empresa
o: empresa
- equipe.ldif:
dn: ou=atendimento,dc=empresa,dc=com
objectClass: top
objectClass: organizationalunit
objectClass: dcObject
dc: empresa
ou: atendimento
dn: ou=redes,dc=empresa,dc=com
objectClass: top
objectClass: organizationalunit
objectClass: dcObject
dc: empresa
ou: redes
dn: ou=seguranca,dc=empresa,dc=empresa
objectClass: top
objectClass: organizationalunit
objectClass: dcObject
dc: empresa
ou: seguranca
dn: ou=bd,dc=empresa,dc=com
objectClass: top
objectClass: organizationalunit
objectClass: dcObject
dc: empresa
ou: bd
- usuarios.ldif:
dn: uid=joao,ou=atendimento,dc=empresa,dc=com
objectClass: top
objectClass: person
objectClass: inetorgperson
cn: joao
sn: Carneiro
mail: joao@empresa.com
telephonenumber: 3157-4403
uid: joao
userPassword: senha123
dn: uid=andre,ou=redes,dc=empresa,dc=com
objectClass: top
objectClass: person
objectClass: inetorgperson
cn: andre
sn: Silva
mail: andre@empresa.com
telephonenumber: 3467-9251
uid: andre
userPassword: senha123
dn: uid=maria,ou=seguranca,dc=empresa,dc=com
objectClass: top
objectClass: person
objectClass: inetorgperson
cn: maria
sn: Villas
mail: maria@empresa.com
telephonenumber: 3512-0245
uid: maria
userPassword: senha123
dn: uid=marcos,ou=bd,dc=empresa,dc=com
objectClass: top
objectClass: person
objectClass: inetorgperson
cn: marcos
sn: Nobrega
mail: marcos@empresa.com
telephonenumber: 3234-7640
uid: marcos
userPassword: senha123
Após criar os arquivos, o próximo passo é adicionar a base LDAP. Adicione os arquivos com os seguintes comandos:
Neste post vou falar um pouco sobre o TCOS - Thin Client Operating Systems, que é um software livre criado e mantido por Mario Izquierdo . O TCOS é uma aplicação para criar e gerenciar as redes compostas por Thin Clients, ou clientes magros. Um thin client é um computador com pouco poder de processamento e armazenamento, que é colocado em uma rede, onde desde o processo boot até a execução de aplicativos são realizadas e gerenciadas num servidor, que neste caso pode ser um TCOS ou mesmo LTSP. O grupo TCOS-Brasil foi criado a pouco tempo, com o intuito de criar documentação em nosso idioma, além de dar suporte aos usuários brasileiros com o TCOS. Mesmo com um pequeno grupo, o TCOS-Brasil já tem presença confirmada no FISL10 e no III ENSOL-PB, por isso se você tem interesse em conhecer esta nova ferramenta para redes de clientes magros, vale a pena aparecer em um destes dois eventos.
Faz pouco tempo que a VMware que está disponibilizando gratuitamente em seu site o produto VMware ESXi. Gostei tanto do que vi, que resolvi escrever um pouco sobre ele. A principal característica que diferencia o ESXi dos outros produtos de virtualização,é o fato que ele é um Hypervisor Nativo. Hypervisor refere-se ao fato de que ele é um Monitor de Máquinas Virtuais (VMM), e Nativo ao fato de que ele não precisa de um "Sistema Operacional" para executar, ou seja, o ESXi é a "única" camada de abstração entre o hardware e a máquina virtual.
Só o fato de não existir o overhead de um sistema operacional entre o hardware e a aplicação, o ESXi se torna muito mais poderoso. Não fosse só isso, inúmeras características o fazem uma aplicação diferenciada. abaixo vou listar algumas destas características:
Gratuito ($$ = 0)
Ocupa 32 MB no disco após a instalação
Suporta Storages (SAN, NAS,...)
Possibilita a criação de Redes Virtuais (switches virtuais)
Suporte a VLAN, Traffic Shapping
Suporte a Paravirtualização
Suporte a multiprocessadores
Melhoria no gerenciamento de recursos( através da funcionalidade "Pool de Recursos")
Upgrades(para versões pagas) sem precisar de reinstalação
Snapshots do disco e da memória
Downloads e Uploads de VMs (download pode ser "a quente")
Priorização de I/O ao disco
Ordem de Boot e Shutdown
Suporte ao Microsoft Clustering Service :p
Gerenciamento através do vmware infrastructure client(só p/ windows :/ )
....
Mais informações podem ser encontrados em: - www.vmware.com - blogdovicente.com